Por norma, os do nosso seio familiar deveriam de ser as pessoas que estivessem sempre do nosso lado, que nos conhecesse melhor (ou o suficiente), os irmãos deveriam quase ser como (um) dos nossos melhores amigos(aqueles em quem confiar e desabafar à vontade por saber que é do nosso sangue e que não nos pode eventualmente, trair).
O núcleo...perfeito! Mas não.
Em maioria dos casos até, são aqueles que pouco (ou nada) sabem a nosso respeito. Quem raramente nos vê à frente... Assim como o resto da familia, só nos põe a vista em cima nas festanças do ano. E ficam sempre à espera, que uma pessoa meta conversa com eles do nosso dia-a-dia. Poderíamos falar, mas depois é tanta coisa que nem sabemos como começar... Pensamos: "Porra, nunca tou com ele vou falar o quê? Sei lá, o que lhe interessa...Também não precisa saber tanto como eu. E vou-lhe dizer tanto também para quê? Amanhã já nem lhe ponho a vista em cima... e quiçá só pró S.João" . Então, pensamos que se calhar devemos só falar o suficiente, como: "Trabalho na papelaria do Sr.Manel e gosto muito, tem às vezes um paranço e manda trabalhar sempre quando lhe convém, mas também se uma pessoa for a ligar a isso bem tá lixado. De resto, aguenta-se bem". E ficamos por aqui. Depois vem a Tia Miguelina e diz :
- "Então? Continuas o mesmo menino de sempre. Muito simpático e pouco falador."
Ponto 1: Até posso continuar o mesmo, mas ela sabe lá bem se eu falo muito ou pouco? É claro que vou falar pouco para ela , vou-lhe falar sobre o quê? As novelas da noite?
Ponto 2: O mesmo menino?! Eish... onde isso já vai tiazita... Bem se vê que nunca me põe os olhos em cima e não sabe nada sobre aqui o "je".
Ponto 3: Continuamos iguais um em relação ao outro. Parentes, sempre!
Continuando...
São aqueles com quem mais brigamos e quase sempre, por coisas absurdas. Deixamos de falar, normalmente. Claro, que depois iremos falar outra vez. Quer queiramos ou não, temos que levar com eles novamente.
Também há aquelas circunstâncias, em que o irmão tem uma namorada e ele irá sempre defender a namorada. Até aqui, tudo bem. Opá , compreende-se visto que (possívelmente) irá formar uma família com ela. Só que a maioria esquece-se, de estar do lado justo. O que às vezes, não é defender a namorada. Mas eles não conseguem atingir a realidade da situação na altura. O que torna, um embaraço para toda a família. O que em anos depois, vem-se a ver que o namoro(e quem diz namoro também diz casamento) se desmorona. A cena , é que à custa dessas coisas todas também já tinha desmoronado a família em si.
Há até quem diga, que os piores nem são os de fora e sim os de dentro.
E desse lado, alguém concorda?