Ontem fui fazer umas análises, coisa de rotina. E então, quando me aparece disto é de certa forma, uma tortura para mim. Não num tenho medo de agulhas e afins. Então porquê que é uma tortura!?
Porque, segundo as enfermeiras as minhas veias são muito difíceis de encontrar o ponto certo. Mas pior, são demasiados sensíveis. Ora, quando tenho de fazer disto já vou mais que preparada mentalmente do que me vai acontecer... Ou seja, ficar com o braço pisado. A última vez, que tive de tirar foram aí uns 3 frascos e a enfermeira além de ter umas trombas gigantes era uma bruta. Que espetou-me aquilo de uma maneira... Resultado: Fiquei com uma gigantesca (não trombas, vá também) negra. Demorou-me uns valentes tempos para ela desaparecer. Agora, sempre que vou é logo a primeirinha coisa que digo às enfermeiras, que são difíceis para ter cuidado. Ontem, lá disse. A mulher lá com um sorrisito como quem diz : "Não se preocupe que eu cuido disto". Passado 1 minuto diz-me :
-"Poças que elas são mesmo sensíveis"...
- Pois eu sei. Aliás, está-me a doer.
Lá ficou toda "carinhosa" a falar e era "meu amor isto , meu amor aquilo" a falar constantemente como se eu fosse uma criança!
E eu lá digo:
-Já me vai ficar pisado.
E lá continua:
- Pois é (ali a mexer na zona e a falar como se tivesse uma criança na cadeira). Meu amor, não te preocupes, sinhe? Vai ficar só um bocadinho.
Como eu tinha que tirar para dois, lá teve a inteligência de se virar para o braço direito.
(Coisa que a anterior não tinha feito. Aliás, por norma todas fazem no esquerdo.)
Mal pôs a agulha eu disse logo:
- Aii, este é outra coisa.
Ela:
- Pois é, não te está a doer pois não? Este parece ser mais fácil.
- Pois e pelos vistos neste ao menos não vou ficar com negra. (Ao mesmo tempo que ela ia-me dizer o mesmo)
Entra a assistente...
Tinha que me ajudar para carregar no outro braço e a enfermeira.
Lá estava ela a falar à assistente que as minhas veias são mesmo sensíveis como nunca visto...
Enquanto lá iam falando só pensava:
Só espero que não fique muito pisado...
Ela:
- Olha quando alguma enfermeira quiser retirar sangue no esquerdo, não deixes. Mesmo que ela diga que vai tirar tu dizes: NÃO! Eu é que sei! Quero no direito. (Novamente como se uma criança se tratasse)
Vá, a mulher era uma simpatia ainda assim.
No meio disto tudo, só tenho pena do braço direito, mas sinto um alivio grande para o esquerdo.
O direito é a próxima vítima... prepara-te! Nunca mais vais ser o mesmo.
(E o braço esquerdo a escangalhar-se a rir).
Ooh vida...